A escala monumental de Fluxo de Origem convida o espectador a habitar o espaço do Santuário. Aqui, o corpo não é apenas visto; ele é sentido através da materialidade da água. O movimento da bermuda sendo retirada — o despir-se como um ato de entrega — cria uma tensão narrativa entre a pele e o tecido molhado. A geometria do piso quadriculado, interrompida pelos respingos densos e pela robustez muscular, estabelece um contraponto entre o rigor do ambiente e a liberdade do gesto. É uma obra sobre a imersão total: a água que limpa, o espaço que acolhe e a força de um corpo que se revela em sua plenitude absoluta.
São Paulo, 2026
Tiragem: 1/1 (Obra Única e Irreplicável)
Especificações Técnicas: