A intimidade é feita de marcas. Em Sinais de Posse, a fotografia não captura apenas um momento de desejo, mas os símbolos que acompanham o homem em sua vida cotidiana. A aliança no dedo e o relógio no pulso contrapõem-se à crueza do membro em evidência, criando um diálogo entre o compromisso social e o instinto vital. O recorte foca na força das mãos que pressionam o volume, transformando o corpo em um objeto de desejo tangível. É uma obra sobre o homem que mantém sua virilidade preservada e, ao mesmo tempo, comprometida; uma janela secreta para um momento de pausa onde a única urgência é o próprio corpo.
Rio de Janeiro, 2024
Tiragem: 1/1 (Obra Única e Irreplicável)
Especificações Técnicas: